domingo, 14 de agosto de 2011

O câncer da próstata é o mais comum entre britânicos...


Homens negros que vivem na Inglaterra correm risco três vezes maior de sofrer de câncer da próstata do que brancos, segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Bristol.

Os negros também tendem a ser diagnosticados cinco anos mais cedo, de acordo com a análise de todos os casos registrados nas cidades inglesas de Londres e Bristol.

O responsável pelo estudo da Universidade de Bristol, Chris Metcalfe, diz que estas são as primeiras evidências produzidas na Grã-Bretanha sobre diferenças entre índices de câncer da próstata em negros e brancos.

Segundo o especialista, suspeitava-se anteriormente que homens negros demoravam mais para procurar o médico - por isso, o estágio mais avançado da doença quando finalmente diagnosticada.

"A evidência indica que os negros estavam, na verdade, se apresentando antes", afirma Metcalfe. "Há muito poucos fatores de risco conhecidos para o câncer da próstata, mas está começando a parecer que ser negro é um fator de risco."

ONGs ligadas ao câncer afirmam que a descoberta pode resultar em uma melhor assistência para grupos sob maior risco.

Análise

Os pesquisadores dizem que especialistas americanos já haviam relatado um maior índice de câncer de próstata entre negros.

De acordo com artigo publicado pelos pesquisadores na revista científica British Journal of Cancer, os resultados não podem ser explicados por questões como o acesso a exames diagnósticos, conhecimento sobre a condição ou programas de testes preventivos.

Durante o estudo, não ficou claro inicialmente se havia uma incidência "genuinamente" maior de câncer de próstata em negros ou se eles simplesmente tinham mais chance de ser diagnosticados.

Mas quando os registros médicos foram analisados detalhadamente, os pesquisadores verificaram que negros e brancos tinham níveis parecidos de conhecimento sobre o câncer da próstata e sintomas semelhantes.

Eles também demoraram mais ou menos o mesmo tempo para consultar um clínico geral. No entanto, foram encontradas evidências de que negros tinham maior probabilidade de fazer o teste PSA (sigla em inglês para antígeno prostático específico) antes de apresentar qualquer sintoma.

O PSA não é um teste para diagnosticar o câncer, mas pode indicar anormalidades.

Suscetibilidade

Ao comentar as razões pelas quais homens negros estariam sendo diagnosticados mais cedo, os pesquisadores dizem que há uma maior probabilidade de que o câncer da próstata em pessoas mais jovens seja resultado de uma maior suscetibilidade biológica à doença.

Os especialistas estão agora realizando mais pesquisas para ver se há diferenças nos índices de sobrevivência apresentados pelos dois grupos.

Estudos para verificar se os exames de PSA deveriam ser usados de forma rotineira para a identificação de novos casos também estão sendo realizados e há a possibilidade de que os testes sejam recomendados para grupos de alto risco.

Joanna Peak, representante da entidade beneficente britânica Cancer Research UK, que incentiva pesquisas na área, afirma que o câncer de próstata é o mais comum entre homens britânicos.

"O estudo indica que há uma diferença biológica real entre grupos étnicos, e esse conhecimento pode potencialmente levar a tratamentos melhores para homens sob maior risco", diz Peak.

"Recomendamos a todos os homens que visitem seus clínicos gerais se estiverem apresentando qualquer sintoma possível de câncer da próstata, por exemplo, problemas ao urinar", acrescentou Anna Jewell, da entidade beneficente The Prostate Cancer Charity.

"Isso demonstra a necessidade de continuarmos a trabalhar para elevar a consciência sobre os maiores riscos de câncer da próstata entre os homens negros", completou Jewell

sábado, 13 de agosto de 2011

Câncer de pele:proteção ainda é o melhor....


Cerca de 25% dos casos de câncer registrados no Brasil são de pele. Dentre eles o melanoma é o tipo mais fatal e agressivo. Apesar de representar apenas 3% de todos os casos, é responsável por 75% dos óbitosprovocados pelo câncer de pele.
Dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Medicina da UFMG pela dermatologista Flávia Vieira Brandão deu um passo importante no sentido de estabelecer o perfil da população de Minas Gerais com a doença e, assim, facilitar seu diagnóstico precoce.
“Dos estudos desse tipo no estado, este é o que avaliou o maior número de pacientes por maior tempo de acompanhamento”, afirma a autora. Foram analisados os registros clínicos e os resultados das biópsias de 166 pacientes com melanoma, atendidos no Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas da UFMG (+), entre janeiro de 1990 e janeiro de 2010.
Os resultados
Apesar da alta letalidade, o diagnóstico precoce pode levar à cura. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a média mundial estimada de sobrevida para esses casos é de 69%.
O Brasil é um país tropical, portanto onde há maior índice de radiação solar. A exposição ao sol ainda é o fator ambiental mais associado ao desenvolvimento do melanoma. Como, em geral, são mais expostos ao sol, a cabeça e o pescoço são os locais mais atingidos: 30% dos tumores.
Flávia Brandão esclarece que pessoas com pele, cabelos e olhos claros são mais predispostas ao melanoma. “A doença é causada pela soma dos fatores genéticos, tais como histórico de câncer de pele na família, características físicas, e fatores ambientais”.
Dentre os quatro tipos de melanomas, o mais encontrado na pesquisa, em 37,5% dos casos, foi o lentigo maligno melanoma, mais comum em pessoas com idade avançada e associado à exposição crônica aos raios ultravioleta.
A médica chama a atenção ainda para um erro muito comum: deixar de utilizar protetor solar no inverno, quando as temperaturas caem, pode aumentar os riscos de desenvolver o melanoma. “Mesmo nessa estação a radiação solar se mantém e exige proteção”.
Ela vê necessidade de outros estudos semelhantes em Minas Gerais: “A população mineira é geneticamente diversificada e tem padrões epidemiológicos diferentes, por exemplo, dos do Rio Grande do Sul, onde existem mais estudos nessa área
Dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Medicina da UFMG pela dermatologista Flávia Vieira Brandão deu um passo importante no sentido de estabelecer o perfil da população de Minas Gerais com a doença e, assim, facilitar seu diagnóstico precoce.
“Dos estudos desse tipo no estado, este é o que avaliou o maior número de pacientes por maior tempo de acompanhamento”, afirma a autora. Foram analisados os registros clínicos e os resultados das biópsias de 166 pacientes com melanoma, atendidos no Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas da UFMG (+), entre janeiro de 1990 e janeiro de 2010.
Os resultados
Apesar da alta letalidade, o diagnóstico precoce pode levar à cura. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a média mundial estimada de sobrevida para esses casos é de 69%.
O Brasil é um país tropical, portanto onde há maior índice de radiação solar. A exposição ao sol ainda é o fator ambiental mais associado ao desenvolvimento do melanoma. Como, em geral, são mais expostos ao sol, a cabeça e o pescoço são os locais mais atingidos: 30% dos tumores.
Flávia Brandão esclarece que pessoas com pele, cabelos e olhos claros são mais predispostas ao melanoma. “A doença é causada pela soma dos fatores genéticos, tais como histórico de câncer de pele na família, características físicas, e fatores ambientais”.
Dentre os quatro tipos de melanomas, o mais encontrado na pesquisa, em 37,5% dos casos, foi o lentigo maligno melanoma, mais comum em pessoas com idade avançada e associado à exposição crônica aos raios ultravioleta.
A médica chama a atenção ainda para um erro muito comum: deixar de utilizar protetor solar no inverno, quando as temperaturas caem, pode aumentar os riscos de desenvolver o melanoma. “Mesmo nessa estação a radiação solar se mantém e exige proteção”.
Ela vê necessidade de outros estudos semelhantes em Minas Gerais: “A população mineira é geneticamente diversificada e tem padrões epidemiológicos diferentes, por exemplo, dos do Rio Grande do Sul, onde existem mais estudos nessa área

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aquecimento global:o desafio da geração...

Podemos voltar atrás? Em determinado grau, não, pelo menos em curto prazo. Mas o custo do desenvolvimento feito de qualquer jeito é alto demais para as próximas gerações, e uma resposta deve ser dada imediatamente. Precisamos deixar essa capa que cobre a Terra mais fina – ou pelo menos mantê-la do jeito que ela está hoje.
Quanto mais tempo o homem demora para implantar as soluções, pior será o futuro – mais caro e muito mais difícil será lidar com as mudanças climáticas. É por isso que o Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a deixarem o carvão e o petróleo de lado e investirem em fontes renováveis de energia, conservarem suas florestas, repensarem práticas agropecuárias e conservarem seus oceanos.
O sol, o vento, a água e a biomassa são as fontes mais promissoras de energia hoje. O mundo não precisa investir em mais usinas a carvão e deve investir em alternativas para os carros, aviões e navios que bebem petróleo a torto e a direito. O mundo precisa de uma matriz elétrica diversificada e reformar as usinas existentes, para que deixem de jogar dinheiro e energia fora e aproveitem tudo o que é produzido ali, sem desperdício. 
As cidades precisam de sistemas de transporte inteligentes. Os governos precisam deixar as florestas em pé, para permitir que as árvores ajudem a regular o clima, e conservar os oceanos, outra importante “esponja” de dióxido de carbono. 
O mundo precisa, acima de tudo, que as pessoas queiram fazer a mudança, do cidadão comum aos engravatados que dirigem países e empresas. O momento da ação é agora. Os próximos bilhões de habitantes da Terra agradecerão

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Energia limpa pode atender 95% da demanda em 2050...

Estudo desenvolvido por WWF, Ecofys e OMA defende que em 40 anos quase toda a eletricidade consumida no planeta poderá ser produzida a partir de recursos renováveis e aponta ações necessárias para reduzir uso de combustíveis fósseis.
Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista WWF, pela empresa de consultoria energética Ecofys e pelo Escritório para Arquitetura Metropolitana (OMA, em inglês) afirma que é possível que 95% da energia utilizada no planeta provenha de fontes renováveis em 2050, reduzindo em pelo menos 80% a emissão de gases do efeito estufa. Hoje em dia, apenas 13% da produção energética deriva de fontes renováveis.
Stephan Singer, editor da pesquisa e diretor de políticas energéticas da WWF, diz que o estudo leva em consideração tecnologias existentes e disponíveis. Novas tecnologias em desenvolvimento, que ainda não são utilizadas nem comercializadas, poderiam possibilitar que o percentual de energia renovável chegasse a 100%.
Para isso, o relatório recomenda que sejam seguidos dez passos para um “futuro 100% renovável”: promover e desenvolver as atuais e as novas fontes de energia renovável; comercializar e fazer o melhor uso de fontes de energia sustentável em diferentes áreas; promover práticas domésticas sustentáveis a fim de estimular uma melhor distribuição de energia; investir em produtos que sejam eficientes e utilizem energia limpa; não desperdiçar comida; reduzir, reutilizar e reciclar (os três Rs); incentivar o uso de transporte público; desenvolver pesquisas em eficiência energética e energias sustentáveis; certificar que as energias renováveis sejam compatíveis com metas ambientais e de desenvolvimento e estimular acordos e cooperações sobre energias renováveis e de eficiência energética.
De acordo com o relatório, atualmente 1,4 bilhões de pessoas não tem acesso a energia segura. Apesar disso, outros países têm um consumo energético elevadíssimo, o que pode comprometer a utilização de combustíveis fósseis e a própria produção de energia. “Se todos consumissem a quantidade de energia que um cidadão de Singapura ou dos Estados Unidos utiliza, as reservas mundiais de petróleo se esgotariam em nove anos”, diz o estudo.
Ainda segundo a pesquisa, resíduos das fontes fósseis e nucleares, que atualmente correspondem a 80% da energia mundial, são muitas vezes despejados na natureza sem segurança, e podem ser nocivos por até dez mil anos. Outros dados alarmantes, como a extinção de 15% a 37% das espécies do planeta caso não haja mudança nesse panorama, estão expostos na pesquisa.
Apesar de possível, a mudança das atuais fontes energéticas para meios renováveis terá que superar muitos desafios. Um deles são os investimentos necessários para aumentar a geração de energia renovável. Segundo a pesquisa, nos próximos 25 anos, os investimentos devem passar de um €trilhão por ano a €3,5 trilhões.
A partir de 2040, tendo reduzido a dependência em combustíveis fósseis em 70%, estes gastos começariam a se pagar, superando os custos. Em 2050, a demanda de energia seria 15% menor que em 2005, apesar do crescimento da população mundial para nove bilhões de habitantes, e seriam economizados anualmente cerca de €4 trilhões, em razão da eficiência energética e dos custos reduzidos dos combustíveis alternativos.
Algumas informações apresentadas mostram que o potencial das energias renováveis é muito grande, mas ainda mal aproveitado. Conforme o estudo, se 0,3% da área do deserto do Saara fosse utilizada para a instalação de usinas de energia solar, a energia produzida poderia alimentar toda a Europa ou se 0,1% da energia dos oceanos fosse aproveitada, poderia ser gerada energia para 15 bilhões de pessoas.
E mais: “a implantação de um milhão de novas turbinas eólicas onshore e cem mil offshore poderia suprir a eletricidade de um quarto do planeta” e “fontes geotérmicas podem fornecer dez vezes a energia mundial, e em 2050 um terço do aquecimento de edifícios poderá ser feito através desta fonte de energia”. Toda a implementação destas novas tecnologias limpas acarretariam na economia de 60% dos custos com a iluminação mundial, por exemplo. Hoje em dia, são gastos nessa área cerca de $230 bilhões por ano.
Algumas ações já têm sido tomadas atualmente mesmo em países pobres ou em desenvolvimento, como a instalação de microhidrelétricas no Nepal para suprir a demanda energética doméstica ou a implantação de usinas eólicas em comunidades do interior do Kênia.
No Brasil, o relatório usa como exemplo fazendas na região de Ribeirão Preto, que anteriormente utilizavam toda a sua área para o pasto. Agora, os fazendeiros trocaram a grama pela cana-de-açúcar para produzir bioetanol, e aproveitam os resíduos da cana para alimentar o gado.
Mas apenas a mudança nas tecnologias de produção de energia não assegura um desenvolvimento sustentável. O estudo também aponta o estilo de vida de hoje como algo a ser transformado. Para isso, aponta algumas soluções: a redução no consumo de carne, o melhor aproveitamento dos alimentos, mais uso dos meios de transportes públicos, utilização de combustíveis menos poluentes nos meios de transporte etc.
Isso não significaria a diminuição da qualidade de vida. Ao contrário, placas fotovoltaicas nos telhados, lâmpadas de LED de baixo consumo, janelas energeticamente eficientes e carros elétricos podem contribuir para um aumento do conforto da população.
James P. Leape, diretor geral da WWF Internacional, afirma que o relatório não só mostra que a transição para energias renováveis é possível, mas que também tem alto custo-benefício, fornecendo energia para todos de maneira que possa ser sustentada pela economia mundial e pelo planeta. “A transição representará muitos desafios, mas eu espero que este relatório estimule governos e empresas a enfrentarem esses desafios, e ao mesmo tempo, possibilitar uma economia renovável. Não há nada mais importante do que criar um futuro sustentável”, completa.
O relatório vem ao encontro da pesquisa divulgada esta semana pela empresa Accenture e pelo banco Barclays Capital, que sugere que a Europa precisará investir €2,9 trilhões, ou 25% de seu PIB, para alcançar sua meta na redução das emissões de carbono.
(Envolverde/Carbono Brasil)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ondas do mar poderão gerar energia limpa...


Barcos movidos por energia captada das ondas do mar um dia poderão gerar energia com um custo muito menor do que a atual forma de captação da força das ondas. O projeto do pesquisador Andre Sharon da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, prevê que os barcos seriam capazes de viajar até certo ponto no oceano, ancorar e ali começar a captação da energia das ondas, carregando baterias com a energia limpa.
Os barcos de 50 metros de comprimento serão capazes de captar a energia através de boias instaladas em sua lateral, que irão acionar braços mecânicos. A captação de energia se dará com o movimento que a boia fizer com o balanço das ondas e dessa forma, acionará braços mecânicos que produzirão energia de 1 megawatt. As baterias terão capacidade de armazenar 20 megawatts/hora, ou seja, para atingir uma carga completa os barcos terão de permanecer no mínimo 20 horas em alto mar.
De acordo com o site New Scientist, o que tornaria a captação de energia proposta por Sharon barata é que esses navios não precisarão de cabos para se conectar com as placas acumuladoras, onde a energia é depositada. Esses cabos custam em média 500 mil dólares por quilômetro de extensão.
O projeto foi apresentado na Conferência de Tecnologia Limpa 2011, em Boston. Durante a conferência, Sharon apresentou um cálculo que justifica seu projeto. Ele acredita que seu mecanismo gastará apenas quinze centavos de dólar para produzir um quilowatt por hora, enquanto os mecanismos existentes hoje gastam entre 30 e 65 centavos de dólar pelo mesmo quilowatt hora.
O diretor do programa de energia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Mark Jacobson, afirmou para o site New Scientist que a ideia de Sharon é muito criativa. Ele ainda acredita que essa energia possa ser armazenada e usada em momentos de forte demanda.
Nesta semana, a Escócia também apresentou seu novo e gigantesco gerador de energia por ondas que poderá gerar 250% mais energia com um terço do custo de um gerador convencional. Instalado na costa do país, as autoridades acreditam que o Oyster 800 gerará 800 quilowatts de energia limpa

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Energia limpa sem impacto ambiental vai chegar em 2013...

Embalado pelas correntes marinhas, que chegam a 9 km/h, o papagaio tem uma turbina hidrodinâmica que produz energia elétrica. Os modelos já existentes são 10 vezes maiores e podem abastecer até 300 casas de porte médio.
Nas águas do Mar do Norte, cientistas da Suécia encontraram uma forma limpa e surpreendente de gerar energia.
Parece brinquedo de criança, mas o papagaio feito por engenheiros suecos é coisa séria e para lá de diferente: em vez de voar no céu, ele navega no fundo do mar, preso por uma âncora a 80 metros da superfície, para evitar a colisão com navios.
Vai de um lado para o outro, embalado pelas correntes marítimas, que chegam a uma velocidade média de nove quilômetros por hora. O papagaio carrega uma turbina hidrodinâmica que produz energia elétrica.
O protótipo foi usado nos primeiros testes feitos em Gotemburgo, na beira do Mar do Norte. A asa tem 1,2 metro de envergadura e a turbina é mais ou menos do tamanho de uma garrafa de um litro.
Os papagaios subaquáticos que já funcionam no fundo do mar são 10 vezes maiores: têm asas de 12 metros e turbinas do tamanho de um tonel. Cada papagaio produz 500 quilowatts de energia, o suficiente para abastecer 300 casas de porte médio.
O empresário Anders Jansson, diretor do projeto, afirma que o uso de apenas 1% do potencial energético marítimo seria suficiente para atender cinco vezes à atual demanda do planeta.
“Em quase todas as costas marítimas da Terra existem correntes fortes o suficiente para mover esse tipo de turbina. No Brasil, as melhores condições se apresentam na Região Nordeste” diz ele.
As turbinas instaladas na Suécia custam o equivalente a R$ 1,5 milhão. Daqui a dois anos, já estarão disponíveis para produzir energia em todo o mundo. Em silêncio, debaixo d'água e sem poluir o meio ambiente.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

serviços não darão alívio para inflação



A ajuda dos alimentos para conter a inflação chegou ao fim. Segundo economistas ouvidos pelo blog, a partir de agosto, o grupo deve deixar para trás a deflação e passar a pressionar o IPCA. Em julho, como mostraram os dados do IBGE divulgados na semana passada, a inflação mensal ficou praticamente estável, apesar de a deflação dos alimentos ter sido mais intensa. No mês passado, a alta do etanol em plena safra pressionou, assim como os serviços.
A inflação de agosto pode ficar em 0,25%, segundo previsão do economista Luis Otávio Leal, do Banco ABC Brasil, ou em 0,35%, de acordo com Laura Haralyi, economista do Itaú Unibanco. Isso significaria uma aceleração em relação ao resultado de julho (0,16%).
- Os alimentos vão deixar de ajudar, o etanol continuará pressionando, e os vilões seguirão sendo os serviços. Em relação aos combustíveis, me preocupo ainda mais com o comportamento dos preços no fim do ano, na entressafra, quando a demanda continuará forte, mas os estoques, não - diz o economista.
Laura acha que o IPCA de agosto começará a registrar um pouco mais de inflação com a inversão de tendência dos alimentos e também do vestuário.
- Serviços devem permanecer pressionados, sem indícios de alívio no curto prazo. A dinâmica da inflação de serviços tradicionalmente demora mais tempo que o restante dos itens do IPCA para reagir à desaceleração da atividade econômica - diz a economista do Itaú Unibanco em relatório enviado ao blog.
Os números da inflação de serviços preocupam os economistas. O acumulado em 12 meses (até julho) está em 8,8%, bem acima dos 6,87% registrados pelo IPCA.
- O grande problema é como resolver a inflação de serviços, que está muito alta. Esse é o desafio. E no ano que vem ainda haverá aumento forte do salário mínimo - lembra Leal.