domingo, 7 de agosto de 2011

Guiana Francesa tem golfinho com sexto sentido

A eletro-recepção permite ao golfinho detectar pequenos campos elétricos emitidos pelas suas potenciais presas, segundo revelou um estudo alemão levado a cabo sobre um espécime em cativeiro. O estudo foi recentemente publicado na Proceedings of the Royal Society B. Já se conheciam os cinco sentidos deste mamífero: a visão, o toque, a audição, o paladar e a ecolocalização (capacidade biológica de detectar a posição e/ou distância de objetos), em substituição do olfato. Esta última característica permite-lhe, tal como aos morcegos, servir-se do eco do seu grito ultra sônico para cartografar o seu meio envolvente.
O sistema nervoso olfativo destes animais desapareceu, mas uma equipe de investigadores alemães acabou de mostrar que o golfinho da Guiana francesa dispõe de um sexto sentido – a eletro-recepção –, dotando-o de capacidade de conseguir captar objetos que libertam um campo elétrico, tal como a grande parte dos seres vivos.Quando um dos dois golfinhos da Guiana do Dolphinarium de Münster morreu, os biólogos procederam à sua autopsia e decidiram analisar as suas “criptas vibrissais”, uma espécie de bigode em volta do nariz. Enquanto dissecavam o animal, não encontraram nenhum pêlo debaixo da pele, mas uma espécie de muco semelhante ao dos ornitorrincos.
Esta substância confere aos mamíferos ovovíparos um sistema de eletro-recepção bastante desenvolvido. A equipe do Dolphinarium d'Allwetterzoo Münster seguiu a pista e, após uma série de testes efetuados, tentaram perceber se o Paco (o segundo espécime ainda vivo) conseguia detectar pequenos campos elétricos. A experiência foi bem-sucedida, mas quando decidiram isolar parcialmente a cabeça do animal, perceberam que a sensibilidade de captação desaparecera. A conclusão aponta para o convincente papel das criptas vibrissais como importantes na detecção de estímulos elétricos. Sendo assim, o golfinho é o primeiro animal que não põe ovos que é dotado desta capacidade. Contudo, a eletro-recepção é ainda um sentido muito primitivo. A lampreia, um dos peixes mais arcaicos, tem-no, por exemplo. O tubarão, sendo quase cego, é também dotado deste sentido para poder caçar, assim como outros seres vivos privados de outras habilidades. Esta capacidade faz do golfinho da Guiana uma espécie privilegiada.

sábado, 6 de agosto de 2011

Baratas possui antibióticos?

A luta humana contra os agentes patogênicos e, em particular, as bactérias, é uma estrada “sem fim à vista” porque estes seres têm a capacidade de evoluir tornando-se resistentes aos antibióticos, o que obriga as constantes alterações das suas “fórmulas”. Entre as bactérias, existem algumas que são mais problemáticas, uma das quais é a MRSA, que é responsável por infecções como as que se adquirem em hospitais, que podem ser locais e facilmente combatidas ou atingir órgãos vitais com conseqüências bem mais graves.
No entanto, uma equipe de investigadores ingleses da Universidade de Nottingham pode ter feito uma descoberta revolucionária e que pode ser uma grande ajuda no combate à MRSA. Os cientistas realizaram experiências infectando o cérebro de baratas com MRSA, tendo observado que 90% das bactérias são aniquiladas, o mesmo resultado ocorreu quando se aplicou uma solução de cérebro de baratas a uma colônia de E.coli, bactéria presente em água e carne contaminadas.Esta capacidade das baratas resistirem às infecções deve-se à presença no seu cérebro de 9 moléculas de antibiótico, característica que partilham com os gafanhotos, e que pode ser explicada pela freqüente presença destes insetos em ambientes hostis.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Em 2035 China terá 1,5 bilhão de pessoas.

A China terá 1,5 bilhão de habitantes no ano 2035, quando a curva demográfica vai alcançar um ponto máximo e sua população começará a diminuir, segundo um novo estudo publicado hoje pelo jornal "China Daily".
O documento, elaborado por mais de 300 professores e que conta com o sinal verde do Conselho de Estado (Executivo), afirma que o desequilíbrio de gênero será ainda maior. A previsão é de 119 nascimentos de meninos para cada 100 meninas, 2 a mais que hoje.
A média internacional é de 103 a 107 meninos para 100 meninas.
A política do filho único evitou, segundo o Governo, o nascimento de 400 milhões de pessoas desde o início dos anos 70. Outra conseqüência foi envelhecer a população.
Ggrupos de defesa dos direitos humanos culpam a política pelo desequilíbrio de sexos no país. Em algumas regiões, mulheres procedentes de outros lugares ou países são seqüestradas para casamentos à força.
A sociedade chinesa tradicionalmente prioriza os bebês do sexo masculino. Por isso são freqüentes os abortos seletivos no país.
Apesar de proibidos, eles são praticados ilegalmente em várias clínicas.
Uma nova minuta do Código Penal propõe acusações criminais para quem ajudar os pais a conhecer o sexo do feto, para evitar abortos de meninas.
A modernização da sociedade urbana, onde as mulheres não querem prejudicar suas carreiras com um bebê, tem contribuído para o processo. O momento-chave será daqui a 30 anos, quando haverá mais mortes que nascimentos no país.
O Governo chinês se prepara, no entanto, para um novo "baby boom" nos próximos cinco anos. As crianças que nasceram na última explosão demográfica em breve começarão a ter descendentes, segundo Jiang Fan, subdiretor da Comissão Nacional de População e Planejamento Familiar.
Será o quarto pico de crescimento nos últimos 50 anos, após os das décadas de 50, 60 e 80. O primeiro foi causado pelo fim da guerra; o segundo porque Mao Tsé-Tung aconselhou os chineses a terem mais filhos para aumentar a produtividade; e o terceiro pela autorização às famílias rurais para ter dois filhos se o primeiro fosse menina.
Os autores do estudo recomendaram ao Governo que mantenha as políticas de controle demográfico, com a taxa de fertilidade em 1,8 criança por mulher. "Uma taxa maior ou menor não seria boa para o desenvolvimento econômico e social da China", analisou Jiang.
Em 2005, a população chinesa foi calculada em 1,307 bilhão de habitantes

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dá para vencer concorrência desleal chinesa.

 
Empresários e executivos ao redor do mundo passam seus dias tentando superar, da melhor forma possível, desafios fundamentais para sobreviver no mercado. Redução de custos, aumento de produtividade, cuidado com o meio ambiente, aumento dos ganhos sociais, desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos, equilíbrio no fluxo de caixa.
É preciso superar obstáculos diariamente, em todos os setores, em qualquer país capitalista do mundo. O que será que os concorrentes lançarão no mercado? Qual a melhor estratégia para manter ou aumentar o market-share da empresa? Qual a estratégia ideal para atender às metas propostas pelos acionistas?

Tudo isso, embora tire o sono em longas madrugadas de vários executivos, é muito saudável para o desenvolvimento e o progresso dos vários setores de economias capitalistas. Nos últimos 15 anos, no entanto, um novo obstáculo surgiu: como desenvolver a empresa em um país cujo governo não tem uma política industrial bem definida e muito menos implantada, enquanto seus concorrentes chineses recebem todo esse incentivo?

Nesse período, dificuldades extras surgiram, devido às práticas desleais de comércio por parte dos grandes concorrentes atuais, os produtores chineses. Com base em um sólido e muito bem traçado plano de governo chinês para o desenvolvimento de segmentos de exportação, vários setores produtivos chineses foram escolhidos e tiveram todo o apoio governamental para se desenvolverem. Conquistaram o mercado mundial e vêm destruindo toda e qualquer concorrência ao redor do globo.

A ideia é conquistar o mercado mundial utilizando-se de todo esse suporte oficial e de qualquer prática de comércio, seja leal ou desleal. A meta é destruir a concorrência e dominar os mercados. Todas as armas possíveis foram colocadas a serviço da indústria chinesa: incentivo a práticas de dumping, guerra cambial com uma forte e artificial desvalorização da moeda em longo prazo, incentivo à redução de salários com o enfraquecimento de qualquer prática sindical, juros subsidiados para investimentos em indústrias, incentivos fiscais de toda sorte para as empresas exportadoras etc. A lista é grande.

Por que, então, o empresário insiste em produzir no Brasil, com tantos obstáculos a serem superados a cada dia? Por que não desistir e passar a ser importador distribuidor? Será que apenas pelo "espírito industrial"? Será pelo simples fato de manter uma tradição familiar, ou, por outro lado, somente por pensar nas inúmeras famílias que seriam desempregadas?

Não, essas não são as únicas respostas possíveis. Lembre-se que, no mundo capitalista, as empresas visam o lucro, e devem ser administradas racionalmente, visando à maximização do lucro no longo prazo.
A resposta clara é que a visão de longo prazo do empresário, para se manter nessa luta, leva em consideração a possibilidade de reversão dessa guerra cambial, assim como do fim da prática de dumping por parte dos chineses, graças à falta de concorrência, que já estará totalmente destruída. Isso fará com que, no longo prazo, volte a ser mais lucrativo produzir do que apenas comercializar.

A concorrência internacional estará destruída. Restarão os chineses e uns pouquíssimos sobreviventes fora da China, para os quais a fabricação voltará a ser lucrativa. E esse é o único pensamento racional que faz com que alguns poucos empresários insistam em permanecer como industriais, em vez de sucumbir à concorrência desleal chinesa.

E, com certeza, esses poucos terão, no futuro, seu retorno em termos de lucratividade, mostrando que estão certos em não desistir agora, mesmo com um cenário extremamente adverso.

Para atravessar a longa tempestade atual, uma das opções é a ampliação de sua atuação. No caso do setor de ímãs de ferrite em forma de anel para alto-falantes, só sobrou uma empresa nacional para enfrentar o produto chinês. A fábrica passou a oferecer também, neste ano, o ímã de neodímio, em parceria com os maiores e mais importantes fabricantes mundiais do produto.

É uma forma de diversificação de mercados. Há alguns anos a empresa passou a atuar no mercado de brindes publicitários, quando lançou sua linha de mantas magnéticas em rolos. Agora, com o lançamento dos ímãs de neodímio, expande mais ainda sua oferta de produtos magnéticos, para os mercados de brindes, motores, equipamentos magnéticos, alto-falantes, fixação em geral etc. É um ganho de qualidade para os mercados de produtos magnéticos onde espaço e peso são atributos importantes.

Ou seja, agora não basta mais apenas a superação dos inúmeros obstáculos para se manter bem posicionado no mercado, via investimentos em produtividade, desenvolvimento de processos e luta contra as práticas desleais dos enormes concorrentes chineses. A diversificação de mercados e produtos vem a somar, para que os próximos anos possam ser, também, de crescimento.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O que causa indignação no brasileiro honesto?

* Saber que ex-governadores continuam a receber seus proventos depois de deixarem o cargo.

* Não ser informado dos motivos que provocaram o cancelamento – ou o brutal atraso - do seu vôo.

* A bala perdida que mata inocentes

* A leniência da Justiça com os criminosos de colarinho branco

* A imprevidência das autoridades diante das catástrofes naturais

* O nepotismo (cruzado ou não) que grassa pelos legislativos, federal e estaduais

* No meio de um congestionamento, observar os espertinhos que escapam pelo acostamento

* O desvio de verbas publicas para uso político e bolsos indevidos

* Ver um cidadão saudável estacionando em vaga para deficientes

* Comprar ingresso para um show e depois saber que foi adiado ou cancelado.

* Os aumentos salariais no Judiciário e nos Legislativos sem o correspondente aumento para os comuns dos mortais.

* A impunidade dos políticos

* Obras publicas que devoram uma gana preta e não são concluídas

* A estranha lei que permite a magistrados processados criminalmente e afastados das funções a continuarem recebendo seus salários

* A falta de luz na hora da novela e/ou futebol (sobra para todo mundo!)

* Histórias de corrupção nos meios policial e parlamentar

* Observar autoridades e celebridades furando filas

* O serviço de atendimento ao cliente (pelo telefone) de empresas como a Oi, Net, Itaú, Vivo e por aí vai...

* As armações da família Sarney

* A situação da Saúde no país

Obs: gostaria que esta lista fosse enriquecida pelos amigos. Obrigado.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Luz pode ter peso?

O assunto é controverso, afinal luz não é algo material que você possa pegar um punhado e botar na balança. Mas, em artigo recente, a astrofísica americana Laura Whitlock, da Nasa, disse que um fóton (uma partícula de luz) deve pesar algo em torno de 4 x 10-48 grama, ou seja, 0,000000000000000000000000000000000000000000000004 grama. Mas isso está longe de ser a palavra final sobre o tema. "Luz não tem peso", diz o físico Ernesto Kemp, do Instituto de Física da Unicamp. O artigo da astrofísica da Nasa não deixa muito claro como ela chegou ao número apresentado, mas certamente seguiu as mesmas idéias dos cientistas que defendem o tal peso da luz.
"Eles pegam a clássica equação de Einstein que diz que a energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado (E = mc2) e misturam com outra que mede a quantidade de energia eletromagnética de um corpo", afirma Ernesto Kemp. Esse malabarismo envolvendo a famosa definição matemática de energia de Einstein pode ser exagerado, mas, de fato, o físico alemão tem tudo a ver com o assunto. Seus estudos sobre as características dos fótons - quando definiu que eles possuem, ao mesmo tempo, aspectos de onda eletromagnética e de partícula - lhe deram o Prêmio Nobel de Física em 1921.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Você sabe quantas pessoas já viveram na terra?


Cerca de 107 bilhões - mais ou menos 16 vezes mais do que a população atual do planeta. O cálculo foi feito pelos pesquisadores do site Population Reference Bureau (www.prb.org), que reúne dados sobre demografia. Os números obviamente são bem aproximados, a começar pelo primeiro ano de vida humana na Terra: por falta de opção melhor, eles assumem que no ano 50000 a.C. havia dois habitantes no planeta - o primeiro homem e a primeira mulher. Daí em diante, a conta é dividida por períodos e se baseia na média de natalidade de cada um. Por exemplo:de 50000 a.C. pulamos para 8000 a.C., quando o homem descobriu a agricultura e a natalidade explodiu.
Nesse intervalo, a população passou de 2 para 5 milhões de habitantes, seguindo uma taxa média de natalidade de 80 nascimentos a cada mil habitantes. Nos períodos seguintes a taxa de natalidade foi caindo até chegar aos atuais 23 nascimentos por milhar. Somando todos os períodos o prb.org chegou, em 2002, ao resultado de 106,4 bilhões de pessoas. Acrescentamos a esse número os dados mais recentes da ONU, que dá conta de que, em 2011, atingimos a marca de 7 bilhões de habitantes, ou seja, 785 milhões de pessoas a mais do que os 6,215 bilhões que existiam em 2002. Assim chegamos ao total de 107,185 bilhões de habitantes.